Zika vírus: Butantan pode ter vacina em 5 anos

Diante da situação de emergência ocasionada pelo aumento crescente dos casos de microcefalia no Brasil, o Ministério da Saúde anunciou na última sexta-feira (15) que vai fornecer o suporte necessário para o Instituto Butantan desenvolver uma vacina contra a zika vírus “em tempo recorde”. As estratégias para definir o cronograma de produção foram definidas em uma reunião no órgão.

De acordo com Jorge Kalil, diretor do Butantan, o período para testar a vacina em macacos é de um ano. A partir daí, seriam necessários de 3 a 5 anos para efetivar o registro. “Se nós conseguirmos cortar todos os espaços, em três anos talvez a gente possa ter alguma coisa. Em vias normais, com algum atraso que eu possa ter, nós falamos em cinco anos. Isso em termos bastante rápidos”, afirmou Kalil em entrevista aos jornalistas.

Estudos e questões burocráticas

Para que a previsão feita por Kalil seja atendida, contudo, é necessário realizar uma série de análises científicas sobre o vírus que demandam longos estudos.

Além disso, também existem os processos burocráticos que “sempre vão existir”, segundo Kalil. No entanto, o Butantan espera ter mais facilidade para cumprir as exigências. Para efeito de comparação, em condições normais, uma vacina pode demorar de 10 a 12 anos para ser desenvolvida por completo.

Desenvolvimento

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Os laboratórios do Butantan já mantêm estudos sobre o zika. A expectativa do órgão é de produzir a vacina a partir do vírus da dengue atenuado, que receberia o gene responsável por codificar a proteína do zika. Esse método ajudaria a reduzir o tempo de desenvolvimento da vacina.

Sobre possíveis parcerias para auxiliar no desenvolvimento da vacina, o Butantan trabalha com algumas possibilidades. Uma delas é firmar um acordo com o NIH (Instituto de Saúde dos Estados Unidos), instituição que já atua com a entidade nos planos de desenvolvimento da vacina contra a dengue.

Casos confirmados

De acordo com o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na última terça-feira (12), foram registrados 3.530 casos de suspeita de malformação em recém-nascidos que podem ter relação com o zika vírus.

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