Instituto Butantã reinaugura prédio de coleções zoológicas

predio-colecoes-zoologicas-butanta

Foi reinaugurado na manhã desta terça-feira (24) o prédio de coleções zoológicas do Instituto Butantã. A reabertura da instalação aconteceu 3 anos e 4 meses depois do incêndio que atingiu o laboratório de répteis e afetou 80% do acervo de cobras.

A estrutura do novo imóvel é composta por 1,6 mil metros quadrados divididos em dois andares. Ele abriga acervos de répteis, anfíbios, insetos e aracnídeos. As espécies foram divididas em sete salas para evitar que sejam atingidas em um eventual incêndio.

Os novos dispositivos instalados para combater as chamas consumiram um terço do orçamento de R$ 5,5 milhões gastos na reforma. Entre eles estão hidrantes, extintores e o sistema de gás FM 200, que absorve o calor e elimina o oxigênio do local para evitar combustões.

A obra tinha previsão de ser entregue em fevereiro de 2012, mas de acordo com a diretoria do Instituto Butantã, uma das empresas participantes da licitação pediu recurso após não ser escolhida e atrasou o início dos trabalhos.

Acervo

Com o prédio entregue, os pesquisadores do Butantã poderão mensurar as perdas e registrar novamente as espécies que não sofreram danos. Antes do incêndio em 2010 o acervo era composto por 90 mil exemplares de cobras, representando a maior coleção de animais tropicais do mundo. Após os estragos, no entanto, sobraram menos de 20 mil. O curador da coleção de répteis, Francisco Luís Franco, avalia que pode levar dez anos para as espécies serem recompostas.

Atrasos e protestos

Durante a cerimônia de reinauguração, funcionários do Butantã exibiram faixas e cartazes para cobrar do Governador Geraldo Alckmin (PSDB) melhorias em outras unidades da instituição. Eles afirmam que as instalações apresentam infiltrações e falhas no sistema utilizado para prevenir incêndios. O diretor do órgão, Roberto Kalil, disse que mesmo com o baixo orçamento, os outros imóveis também serão reformados.